Pipo e Fifi para bebês é uma versão do premiado livro PIPO E FIFI, dirigida às crianças da Educação Infantil e Creche, seguindo a mesma metodologia lúdica de proteção. Com conceitos mais simplificados, esse lançamento é uma ferramenta que ensina sobre o corpo, desfralde e partes íntimas, de modo que ajuda a criança a reconhecer quem são os adultos que podem ter acesso a elas durante a higiene e cuidados básicos. 

Mas é possível fazer a prevenção

com crianças tão novas?

Possível e necessária. Você sabia que crianças que têm educação sexual na família e na escola estão menos vulneráveis à violência sexual? Portando, falar sobre o corpo sem tabus, ensiná-las a nomear as partes íntimas, instruí-las sobre quem pode tocá-las para realizar a higiene e cuidados de saúde, é uma forma de protegê-las dos abusos. Ah! A criança pequena, mesmo antes de desenvolver a linguagem, já tem curiosidade sobre seu corpo. O livro PIPO E FIFI PARA BEBÊS é um instrumento que incentiva o diálogo simples sobre essas questões, com ilustrações ideais à fase de desenvolvimento da primeira infância.

Mas livros são indicados para bebês? Claro! Veja aqui:

Crianças são abusadas nessa faixa etária?

Mais de 17,5 mil crianças e adolescentes podem ter sido vítimas de violência sexual no Brasil em 2015, quase 50 por dia durante um ano inteiro. Os números são relativos às denúncias feitas ao Disque-Denúncia Nacional, Disque 100, e foram divulgados no último dia 18 de maio, Dia Nacional de Enfrentamento ao abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Sabemos que os números, já alarmantes, não representam a totalidade da violência. Estima-se que 36% das meninas e 27% dos meninos até os 12 anos de idade passaram, estão passando ou passarão por alguma situação de violência sexual (OMS). Dados do Ministério da Saúde mostraram que a violência sexual em crianças de 0 a 9 anos de idade é o segundo maior tipo de violência mais característico nessa faixa etária e que das notificações de 2011, 22% se referiram a crianças abaixo de 1 ano. Sim, infelizmente essa faixa etária é atingida e ainda mais vulnerável, já que os sinais e comportamentos que podem sinalizar abuso sexual nos bebês são ainda mais difíceis de reconhecer.

Autora e ilustradora

Caroline Arcari é pedagoga, especialista em Educação Sexual pelo CESEX-Brasília e Educadora Social com experiência na elaboração e condução de projetos voltados para crianças e adolescentes nas áreas de prevenção de violência sexual.

Além de escrever, atua como presidente do CORES e como gestora do projeto social ESCOLA DE SER. Saiba mais sobre ela aqui.

Isabela Santos é formada em Design Gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, trabalha na área de ilustração infanto-juvenil desde 2002. Ilustra revistas como: Atrevida, Decorar Mais por Menos, Atrevidinha, e também livros para as editoras FTD, Pitágoras, Zatti. Foi finalista no concurso de ilustração da Folha de São Paulo, categoria Infantil.

 

Como posso reconhecer em crianças tão novas comportamentos que sinalizam abuso sexual?

Em bebês, a atenção deve ser redobrada. Os momentos de troca de fralda e banho são boas oportunidades para sempre reforçar para a crianças o que são partes íntimas (ver animação) e quem pode tocar a criança para realizar higiene e cuidados.

Observe sempre se a criança:

- Chora com frequência mesmo que outras causas físicas já tenham sido descartadas;

- Demonstra medo repentino de um local, pessoa específica ou gênero (assim como características físicas específicas: homens com barba, mulheres de cabelo longo, mulheres mais velhas: esses são apenas exemplos);

- Passa a chorar no banho, quando tocada nas partes íntimas. Também demonstra medo de tirar a roupa e coloca a mão no genital para se proteger;

- Passa a ter pesadelos e interrupções no padrão do sono;

- Mostra desespero ao se separar dos pais ou se separar de outras pessoas com as quais se sente bem e protegida;

- Para de progredir no desenvolvimento típico e passa a ter dificuldades na fala, engatinhar, andar e outras atividades da faixa etária;

- Apresenta sinais externos de abuso físico como contusões, queimaduras, olho roxo, corte, arranhões e mordidas adultas. É normal para crianças machucarem os joelhos, a canela, o cotovelo e a testa ao interagir com o ambiente físico – mas contusões são mais suspeitas se aparecerem em lugares incomuns, como no rosto, cabeça, peito, braços, costas ou na genitália;

- Tem dor, coceira, irritação, sangramento na genitália ou em áreas próximas, masturbação compulsiva, dificuldade de andar ou sentar e infecções persistentes no trato urinário.

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© 2016 by Caroline Arcari